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De onde vem a luz azul que causa melasma?

Hoje vou compartilhar um estudo que acabei de ler e me deu mais clareza sobre os efeitos da luz azul no melasma.


Primeiro vale a pena relembrar que em relação a luz azul e melasma já temos um link bem definido, a luz azul aumenta a atividade de um receptor de membrana do melanócito chamado OPCIN-3 e através dessa ação, gera maior formação de enzimas envolvidas no processo de melanogênese.


Mas o que quero compartilhar hoje é essa publicação que comparou diversas fontes emissoras de luz: smartphones, monitores de computador, lâmpadas e claro, a luz solar.


A conclusão dos pesquisadores, através de equações de referência, foi que o sol foi a principal fonte de irradiação efetiva para pigmentação imediata e persistente, bem como para potencial estresse oxidativo em nossa pele. A exposição efetiva à luz azul a dispositivos artificiais é significativamente menor do que a contribuição solar. No entanto, sua contribuição deve ser considerada como efeito de dose acumulativa e, principalmente, em pessoas com hipersensibilidade que promovem hiperpigmentação da pele.


Vamos falar em números? se considerarmos um trabalhador de escritório em um dia típico usando um smartphone/tablet por 1,5h, que é exposto a iluminação artificial e monitores por 8 h e passa 1 h ao sol, ele estará exposto a 6,84 J/cm2 efetivos de luz azul, dos quais o sol responderia por 99,59%, iluminação artificial por 0,35%, monitores por 0,05% e dispositivos móveis por 0,01%.


Esses 6,84 J/cm2 me chamaram a atenção, pois alguns estudos novos têm explorado o efeito da luz azul na formação do melasma usando 20 J/cm2, ou seja, muito além do esperado para um dia com pouca exposição, mas ao mesmo tempo me pergunto, e se a pessoa ficar numa praia ou piscina sem proteção contra luz azul?


Por enquanto a regra é clara, fora de casa usar protetores que protegem contra luz azul e dentro de casa não precisamos ficar tão preocupados, mas se mesmo assim quisermos nos proteger dentro de casa recomento um sérum com ativos como Proshield associado com Phisavie.


Abraços e vale a leitura esse estudo!

Abraços!

Lucas Portilho


de Gálvez EN, Aguilera J, Solis A, de Gálvez MV, de Andrés JR, Herrera-Ceballos E, Gago-Calderon A. The potential role of UV and blue light from the sun, artificial lighting, and electronic devices in melanogenesis and oxidative stress. J Photochem Photobiol B. 2022 Mar;228:112405. doi: 10.1016/j.jphotobiol.2022.112405. Epub 2022 Feb 4. PMID: 35189578.